Cota de compras no Paraguai 2026: limite por pessoa, crianças e via aérea

A cota de compras no Paraguai, em 2026, é de US$ 500 por pessoa para quem volta ao Brasil por terra, seja pela Ponte da Amizade, por Pedro Juan Caballero ou por Salto del Guairá, e de US$ 1.000 para quem chega ao Brasil num voo internacional. Ela vale uma vez a cada 30 dias, é individual (crianças também têm a sua) e o que passar dela paga 50% de imposto sobre o excedente. As regras abaixo são da Receita Federal, conferidas em 29 de outubro de 2026, com as respostas para as dúvidas mais buscadas: se a cota é por dia, por CPF, quanto dá em reais e o que acontece com quem não declara.

A cota em 2026, resumida

Situação Regra da Receita Federal
Volta ao Brasil por terra US$ 500 por pessoa
Chegada ao Brasil em voo internacional US$ 1.000 por pessoa
Frequência Uma vez a cada 30 dias
O que passar da cota 50% de imposto sobre o excedente
Excedente não declarado Multa de 50% sobre o excedente, além do imposto
Crianças e adolescentes Cota própria, com produtos para a idade

Os valores estão na página de cotas de isenção da Receita Federal, atualizada em janeiro de 2026, e nas perguntas e respostas do Guia do Viajante, atualizadas em setembro de 2026.

A cota é por pessoa e não se soma

A cota é individual e intransferível. Cada viajante tem a sua, e ninguém pode juntar a cota de outra pessoa, nem do marido, da esposa ou dos filhos, para trazer um produto mais caro sem imposto. Se um casal compra um notebook de US$ 800, ele é de uma pessoa só: US$ 300 passam da cota e pagam 50%, ou seja, US$ 150 de imposto.

Por CPF, na prática: desde o começo de 2026, a Receita Federal integrou em todo o país o controle de uso da cota, que antes era feito de forma experimental em Foz do Iguaçu. Quem usou a cota num aeroporto ou em outra fronteira não tem cota de novo na Ponte da Amizade antes de 30 dias. O mesmo sistema cruza a frequência das travessias e o tipo de mercadoria para identificar quem compra para revender.

É por dia ou por mês? A cota vale a cada 30 dias

A cota não é diária nem mensal: ela pode ser usada uma vez a cada intervalo de 30 dias, tenha você pago imposto na viagem anterior ou não. E ela não funciona como saldo. Quem gasta US$ 300 hoje não guarda US$ 200 para a semana que vem: a cota foi usada naquela travessia.

Por isso, vale planejar as compras para uma viagem só. Em novembro de 2026, por exemplo, quem usar a cota na Black Friday de Salto del Guairá (5 a 8/11) não terá cota nova na de Ciudad del Este (19 a 22/11). As datas de cada cidade estão no post sobre a Black Friday no Paraguai.

Via aérea: quando vale a cota de US$ 1.000

A cota de US$ 1.000 vale para quem chega ao Brasil num voo internacional, por exemplo de Assunção para São Paulo. Quem atravessa a ponte por terra e depois pega um voo doméstico em Foz do Iguaçu entrou no Brasil por terra, e a cota é a de US$ 500.

Quem chega de avião ainda tem o free shop do aeroporto de desembarque, com limite próprio de US$ 1.000, separado da cota da bagagem. Ele só pode ser usado no primeiro aeroporto brasileiro da chegada.

Crianças e menores de idade

Crianças e adolescentes têm cota própria, e não há idade mínima: um bebê também tem a sua. A condição é que os produtos sejam compatíveis com a idade. Bebida alcoólica e cigarro, por exemplo, não entram na cota de menores de 18 anos.

Se a criança traz algo que precisa ser declarado, a declaração é feita no nome dela. Para quem tem até 16 anos e ainda não tem CPF, a Receita aceita o CPF de um dos pais.

O que entra e o que não entra na cota

Fica fora da cota:

  • Roupas e objetos de uso pessoal da viagem.
  • Um celular e um relógio, se forem os únicos que você tem. A regra vale para o celular em uso durante a viagem.

Entra na cota:

  • Celular novo comprado no Paraguai (o seu antigo continua sendo o “em uso”).
  • Notebooks, câmeras, filmadoras, videogames, perfumes, roupas novas e qualquer outra compra.

Limites de quantidade para quem volta por terra, mesmo dentro dos US$ 500:

Produto Limite por pessoa
Itens de mais de US$ 5 Até 10 unidades, no máximo 3 iguais
Itens de até US$ 5 Até 20 unidades, no máximo 10 iguais
Bebidas alcoólicas 12 litros
Cigarros estrangeiros 10 maços de 20
Charutos e cigarrilhas 25 unidades
Fumo 250 gramas

A Receita também olha o conjunto: quantidade e variedade não podem indicar que você está trazendo produtos para vender. Encomendas para amigos ou parentes não contam como bagagem, nem com a cota sobrando. Remédios, plantas, animais e armas exigem declaração e têm regras próprias.

Quanto é a cota em reais

A cota é em dólar, então o valor em reais muda com a cotação. Para saber o limite do dia, multiplique 500 pela cotação do dólar:

Cotação do dólar US$ 500 em reais
R$ 5,00 R$ 2.500
R$ 5,50 R$ 2.750
R$ 6,00 R$ 3.000

Nas lojas de Ciudad del Este os preços costumam estar em dólar, e é pela nota (factura) que a Receita confere o valor das compras. Se você paga em reais ou em guaranis, peça que a nota traga o valor em dólar e guarde todas elas. Para trocar dinheiro, o Top Paraguay lista as 16 casas de câmbio de Ciudad del Este e as 6 de Pedro Juan Caballero.

Passou da cota: quanto paga e como declarar

O imposto é de 50% sobre o valor que passar da cota. Um perfume de US$ 700 deixa US$ 200 acima dos US$ 500; o imposto é de US$ 100.

Para declarar:

  1. Preencha a e-DBV, a declaração eletrônica de bens do viajante, antes de cruzar, ou use os terminais de autoatendimento nos pontos de entrada.
  2. Passe pelo canal “bens a declarar” da aduana, com as notas fiscais das lojas.
  3. Pague o imposto: a Receita dá até 30 dias para o pagamento. Quem não puder pagar na hora deixa os produtos retidos por até 45 dias.

Quem não declara e é fiscalizado paga o imposto e mais uma multa de 50% sobre o valor acima da cota. Ou seja, no exemplo do perfume, US$ 100 de imposto mais US$ 100 de multa. Declarar sempre sai mais barato.

Ciudad del Este, Pedro Juan e Salto del Guairá: a regra é a mesma

A cota de US$ 500 vale em todas as fronteiras por terra com o Paraguai: a Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este; a fronteira seca entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero; e Salto del Guairá, do outro lado de Guaíra (PR) e de Mundo Novo (MS). Mesmo onde não há posto da Receita na rua, a fiscalização pode acontecer nas rodovias, depois da fronteira.

Free shop do lado brasileiro: as lojas francas das cidades brasileiras de fronteira têm limite próprio de US$ 500 por pessoa, separado da cota das compras feitas no Paraguai.

Para montar o roteiro de compras:

Dicas para não ter problema na volta

  • Peça nota de tudo, com o nome da loja impresso, e guarde todas juntas.
  • Some as notas antes de sair do Paraguai. Passou de US$ 500, faça a e-DBV.
  • Compre tudo no mesmo dia: a cota não se divide entre viagens.
  • Não traga encomenda de ninguém. Ela não é bagagem e pode ser tratada como mercadoria.
  • Teste os eletrônicos na loja e confira a garantia: algumas marcas não cobrem no Brasil produto comprado no Paraguai.
  • Declare antes de deixar a zona da aduana. Depois dela, produto sem declaração pode ser apreendido.

Mais dicas sobre câmbio, Pix e eletrônicos estão nas dicas de compras em Ciudad del Este.

Perguntas frequentes

Qual é a cota de compras no Paraguai em 2026?

US$ 500 por pessoa para quem volta ao Brasil por terra e US$ 1.000 para quem chega ao Brasil num voo internacional, uma vez a cada 30 dias. Os valores não mudaram em 2026.

A cota de compras no Paraguai é por dia?

Não. Ela pode ser usada uma vez a cada 30 dias, e o que sobra não fica guardado para outra viagem. Quem gasta US$ 300 numa ida não tem os outros US$ 200 na ida seguinte dentro desse prazo.

Qual o limite de compras no Paraguai por pessoa?

US$ 500 por terra, com limite de quantidade: itens de mais de US$ 5, até 10 unidades e no máximo 3 iguais. A cota é individual e não pode ser somada com a de outra pessoa.

Criança tem cota de compras no Paraguai?

Tem. Menores de 18 anos têm cota própria, sem idade mínima, desde que os produtos sejam compatíveis com a idade. Bebida alcoólica e cigarro não entram.

Qual a cota de compras no Paraguai via aérea?

US$ 1.000 por pessoa, mas só para quem chega ao Brasil num voo internacional. Quem cruza a ponte e voa de Foz do Iguaçu para outra cidade do Brasil tem a cota terrestre, de US$ 500.

Quanto é a cota de compras no Paraguai em reais?

Depende da cotação do dólar no dia: multiplique 500 pela cotação. Com o dólar a R$ 5,50, por exemplo, a cota dá R$ 2.750.

Dá para trazer iPhone do Paraguai sem pagar imposto?

Só se ele couber na cota de US$ 500, somado às outras compras. O celular que fica fora da cota é o único que você usa durante a viagem; um iPhone novo comprado no Paraguai entra na conta. O que passar de US$ 500 paga 50%.

O free shop conta na cota do Paraguai?

Não. As lojas francas do lado brasileiro da fronteira têm limite próprio de US$ 500 por pessoa, e o free shop do aeroporto de chegada tem limite de US$ 1.000, separados da cota da bagagem.

Informações conferidas em 29 de outubro de 2026 nas páginas da Receita Federal (cotas, atualizada em 27/01/2026; perguntas e respostas, atualizada em 04/09/2026) e da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu. As regras podem mudar: confirme no site da Receita antes de viajar.

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